A seleção de futebol da França fez o segundo jogo contra a Lituânia pelas eliminatórias européias da Copa do Mundo de 2010, em Paris, no dia 01 de abril (não foi mentira). Desta vez, diferentemente do que aconteceu em outubro do ano passado contra a seleção da Tunísia, não houve vaia à Marselhesa. Ao contrário, todo o estádio cantou o hino com muito entusiasmo. A torcida francesa, apesar de um pouco comportada (ou ressabiada com a seleção), se comportou bem e o único vaiado foi o treinador Raymond Domenech. É verdade que o mau futebol jogado pelas duas seleções não empolgou. Mas pelo menos a festa no estádio foi bonita.
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mardi 7 avril 2009
jeudi 16 octobre 2008
A vaia à Marselhesa
Um dos assuntos polêmicos da semana foi a estrondosa vaia durante a execução da Marselhesa, antes do início da partida entre as seleções de futebol da França e da Tunísia, em pleno Stade de France, na última terça-feira à noite (14 de outubro). O ocorrido foi visto como insulto à França, causou indignação a muitos, e transformou-se em problema político já no dia seguinte, quando o presidente Sarkozy cobrou explicações do presidente da federação de futebol. O secretário de Estado da pasta de esportes chegou a sugerir que a França não mais dispute partidas contra equipes do Magreb na capital, em retaliação à vaia. A ministra dos esportes cogitou a possibilidade de suspender os jogos caso o hino seja vaiado. Os jornais entrevistaram jovens de origem tunisiana e argelina ("vaiar a Marselhesa é obrigatório", disseram eles) e lançaram enquetes para saber qual a opinião do público: insulto? deve-se cancelar os jogos? a história colonial justifica a vaia? O que fazer? E como nessas horas eles sempre aparecem, os sociólogos sugeriram esfriar o caso e minimizar sua dimensão política, afinal de contas, o estádio é um dos poucos lugares onde ainda dá para se manifestar publicamente. No futebol, se o choro é livre, a vaia também pode ser. O governo francês bem que poderia fazer um curso de aperfeiçoamento no Maracanã, onde, alguém já disse, vaia-se até minuto de silêncio. Um certo presidente de um certo país em certos jogos panamericanos já sentiu o gostinho...
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